Quem está no controle, você ou seus pensamentos?

Pensar é um processo que está envolvido na maneira como sentimos e entendemos o mundo. Nos ajuda a refletir, ter criticidade, elaborar percepções, emoções, significados, acontecimentos, estabelecer relacionamentos… É um processo particular, subjetivo e psicológico mental necessário para cada um de nós.

O problema é quando o pensamento torna-se algo negativo e recorrente. Essa mentalidade nos aprisiona, e pode ser relacionada ao passado e ao futuro:

Preocupação
Pensar excessivamente no futuro. Ao antecipar problemas – mesmo que apenas em sua cabeça, o organismo é tomado de estresse e ansiedade, pois o cérebro elabora estratégias para lidar com a situação que ainda não aconteceu. Mesmo pensando no que vem lá na frente, o seu presente é prejudicado: você deixa de vivê-lo e ainda pode evitar a situação que te causa preocupação pelo simples medo de enfrentá-la.

Ruminação
Aqui é quando lembramos com frequência de uma experiência traumática. “O que eu poderia ter feito para evitar x coisa?” ou apenas revivendo aquela experiência através da lembrança. Raiva, mágoa, tristeza e arrependimento são sentimentos que acompanham esse padrão.

Crenças limitantes
Aspectos culturais e ambientais favorecem as crenças limitantes. É uma mentalidade que está enraizada, e reflete em nossos comportamentos e interpretação do mundo.

Dissonância negativaa
Provavelmente você não conhecia a nomenclatura, mas já deve ter adotado essa maneira de pensar alguma vez na vida. É o simples ato de justificar um mau hábito, mesmo que saiba das suas consequências para a saúde: “Fumar me ajuda a relaxar”.

Estes são apenas alguns padrões negativos que podem gerar sentimentos como ansiedade, estresse e depressão. Então, como resgatar o controle da sua mente? Não há como evitar um pensamento, mas é possível monitorá-lo: tente relacionar o pensamento com a emoção gerada naquele momento. Procure entender a sua origem e dar uma resposta a ele, criando assim um novo pensamento para substituí-lo.

Nossos pensamentos fazem parte quem somos: é importante aceitá-los e compreendê-los como parte do seu processo, em lugar de se punir.

Ferramentas como a meditação e o mindfulness (atenção plena), são muito benéficas. E a terapia é a forma mais efetiva de mergulhar no autoconhecimento, para que seja possível identificar padrões de pensamento, além de métodos para enfrentamento de fugas ou medos relacionados, aumentando sua paz interior e qualidade de vida. Vamos juntos?

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